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| Som automotivo |
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Os potentes sons automotivos têm transformado a vida do cidadão em um inferno. A cidade onde vivemos tem que nos oferecer qualidade de vida e direito pleno de cidadania, o que inclui saúde, começando por ruas limpas, praças bem cuidadas, espaço para lazer e esporte e em especial, direito ao descanso. Dormir a hora que o nosso relógio biológico apontar esta necessidade. Bem, teoricamente isso é possível pois existem leis (e por sinal boas leis), que disciplinam a convivência entre os seres humanos que habitam o mesmo ambiente, o que garante aquele que quer dormir o direito de dormir, aos que querem bater papo em uma praça o direto de estar ali em qualquer hora do dia ou da noite com segurança, aos que querem frequentar um barzinho ou restaurante, tomar o seu chopp, ouvir a sua musica o direito de fazer, afinal são coisas que fazem bem ao ser humano e necessárias para uma vida tranquila e feliz. Mas quem quer estar em um bar, ou aproveitando o seu tempo em qualquer lugar de lazer, depois também quer descansar, dormir, preparar-se para um novo dia de trabalho e às vezes esse direito não tem sido reconhecido, nem respeitado. O bar, restaurante ou outros ambientes que oferecem um espaço tão gostoso e saudável para aquele que quer se divertir não pode ao mesmo tempo prejudicar o seu vizinho que quer repousar. A convivência entre os estabelecimentos comercias e seus vizinhos tem melhorado muito nos últimos anos. Isto porque o Ministério Público, em especial aqui em Itabira, implantou a algum tempo uma fiscalização eficaz, o que resultou na punição de estabelecimentos que infringiam a lei do silêncio. O resultado deste trabalho do MP fez muito bem ao itabirano, principalmente aos que moram ao lado ou próximo a estabelecimentos comercias que funcionam até altas horas. Mas a fiscalização apenas nos estabelecimentos não basta. Os sons automotivos têm transformado a vida do itabirano em um inferno. Não são poucas as vezes por noite que acordamos com as nossas janelas e portas trepidando, sacudida pelo vácuo do som nos carros que circulam livremente pela cidade sem serem incomodados. Os carros com potentes sons cruzam com as viaturas da polícia pelas ruas sem serem advertidos. Parece até que não são apenas eles (condutores desses veículos) que desconhecem as leis. Os estabelecimentos comerciais pagam impostos para funcionar em um determinado lugar e algumas vezes, para manter a clientela é necessário o uso do som, o que não justifica o abuso. Os veículos pagam impostos para circular pelas ruas e os impostos pagos por eles não tem nada haver com o uso de som pesado e porta-malas abertos, perturbando e tirando a paz do cidadão. Esta fiscalização cabe ao Ministério Publico, Prefeitura Municipal, através do Código de Postura e Transita, e Policia Militar. Pena é que as autoridades não tem tomado nenhuma medida para coibir estes abusos. Estão em silencio enquanto os carros de som não estão nem um pouquinho preocupados com o silêncio. O que resta ao cidadão é reclamar, gritar, até serem ouvidos pelas autoridades que vivem também sufocadas pelos sons nas altas madrugadas em seu silêncio profundo. Reclame na Prefeitura Municipal, Polícia Militar ou no Ministério Publico. São eles os responsáveis pelo meio ambiente em que vivemos e pela boa qualidade de vida que precisamos e que temos direito. Comentários (0) |
| Última atualização ( Ter, 11 de Janeiro de 2011 13:31 ) |







